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De ofertas falsas a redes Wi-Fi: 5 golpes de viagens populares em 2024

Viajar abre novos horizontes de conhecimento e experiências e por isso talvez seja algo tão valorizado nos dias de hoje. Porém,  tais experiências, antes agradáveis, podem facilmente se tornarem negativas em algumas situações . A pior delas sejam  talvez golpes aplicados  contra turistas.

Organizar uma viagem exige tempo, dinheiro e esforço. Quando todo o planejamento está feito  e as férias começam, normalmente baixamos a guarda contra alguns perigos. É nesse momento, de vulnerabilidade, que golpistas, criminosos ou simples malandros agem.

Embora os tipos de ataques oportunistas variem conforme os destinos de viagem, podemos resumir em alguns exemplos as ocorrências mais comuns em 2024. Entenda a seguir quais são eles e como evitá-los.

Golpes de Viagens: Redes Wi-Fi públicas

A internet é fundamental em muitas ocasiões numa viagem. Desde acertar detalhes de um tour a guiado numa cafeteria , necessidade de fazer uma transação bancária, até conversar num aplicativo de namoros, uma conexão à rede pública pode ser necessária.

Com a existência cada vez mais disseminada de redes Wi-Fi em lugares públicos ao redor do mundo, muitos viajantes não se dão ao trabalho de assinar um serviço de rede celular para viajar, além de ser um serviço geralmente custoso para o viajante. Porém, o uso de redes públicas recomenda cautela.

golpes de viagens populares em 2024
Foto: Canva

Ambientes com redes Wi-Fi públicas são visados por cibercriminosos, especialmente em destinos turísticos mais comuns. Os golpistas são capazes de acessar dados dos usuários conectados a tais redes e encontrar vulnerabilidades em seus dispositivos sem serem notados, em muitos casos.

Roubos de dados pessoais podem estar a um mero acesso à rede pública de distância. Mas algumas medidas podem ajudar a evitar brechas desse tipo. A primeira delas é a mais evidente: não usar uma rede pública Wi-Fi. Contratar um serviço de internet de celular, por exemplo, possibilita se conectar sem correr esse risco. Mas, ao se escolher usar a rede pública, é de bom tom evitar fazer login em contas sensíveis ou desativar o compartilhamento de arquivos.

Outra opção é contratar um serviço de VPN em seu dispositivo antes de fazer a viagem. A VPN é uma rede virtual privada, que permite criptografar todas as comunicações virtuais. Usada na rede Wi-Fi, essa criptografia cria uma espécie de “túnel” virtual que separa sua navegação do tráfego da rede pública, protegendo seu acesso de bisbilhoteiros e golpistas.

Para contratar um bom serviço, é recomendável pesquisar extensamente antes da viagem e selecionar o melhor VPN grátis ou pago. Considere a quantidade de funções, número de servidores e eventuais relatos de satisfação e de incidentes negativos feitos por usuários em sites de avaliação sobre a marca em questão.

Ofertas e ajudas falsas na internet

Reclamar sobre marcas em redes sociais muitas vezes viabiliza resolver problemas que o atendimento ao consumidor demora ou é ineficaz para solucionar. Já há alguns anos, tornou-se comum empresas manterem perfis ativos em diversas redes sociais, respondendo sua clientela de maneira mais direta e descomplicada do que nos canais de atendimento convencionais.

Essa comunicação ágil com clientes infelizmente ganhou a atenção de criminosos oportunistas, de olho no acesso direto a vítimas em potencial. Certos fraudadores mantêm uma rotina de observação de tais reclamações e criam contas falsas de marcas, respondendo aos reclamantes com “soluções” para seus problemas.

No contexto das viagens turísticas, as “soluções” podem ser ofertas ou compensações inexistentes em resposta às frustrações expressas por clientes. Nessas ocasiões, os golpistas podem solicitar tanto informações pessoais dos clientes, que não seriam normalmente compartilhadas com estranhos, quanto a transferência antecipada de valores em dinheiro, por exemplo.

Ofertas falsas e como evitá-las

Outro tipo de fraude em nome de grandes marcas turísticas (companhias aéreas, redes  de hospedagem) são os anúncios falsos na internet. Tais anúncios podem ser comprados entre as primeiras colocações do Google ou publicados em grupos de redes sociais.

Alguns sinais acusam fraudes virtuais desses dois tipos. Golpistas que atuam no X (antigo Twitter), por exemplo, podem até contar com o selo pago de verificação, mas inevitavelmente terão um nome de conta diferente do perfil oficial da marca e provavelmente menos seguidores do que ela, se for grande.

Além disso, é possível atentar ao já mencionado pedido de transferências bancária. Seja em aplicativos de mensagem como Telegram e WhatsApp ou em chats de sites, as conversas dos pretensos “agentes” de marcas com frequência trazem promessas de hospedagens luxuosas ou recompensas exorbitantes sem muitos detalhe ou motivo, seguidas brevemente do pedido de depósito ou de algum tipo de transferência. Uma variação disso será o pedido de informações pessoais variadas, caso os golpistas tenham interesse num roubo de dados.

Por fim, diante de ofertas e recompensas, não deixe de consultar o site oficial das marcas para entender se elas usam tais canais de comunicação. E, se ainda tiver dúvidas da veracidade das informações, entre em contato com os canais oficiais da empresa e relate a oferta recebida para que esta seja validada. Todo site de empresa grande, como de companhias aéreas, traz links para as redes sociais oficiais. Dessa maneira, é possível entender qual canal é legítimo ou não para encaminhar reclamações ou negociar viagens.

Pressão para gastar dinheiro

Por fim, golpes durante a viagem não necessariamente usam a internet ou redes sociais. Um tipo de constrangimento que nunca sai de moda é a pressão sobre turistas para gastar dinheiro.

Em linhas gerais, o golpe funciona assim: um estranho simpático mostra interesse por algum traço de sua personalidade ou aparência. Então, pede ajuda para algo, próximo a um estabelecimento comercial, tentando forçar vendas.

Um exemplo: o estranho nota sua camiseta da seleção brasileira e chama sua atenção, dizendo que gosta de futebol. Em seguida, diz que tem um amigo no Brasil para quem gostaria de escrever um cartão postal em português, então convida você a adentrar uma lojinha turística que vende tais cartões e oferece uma bebida ou comida. Como a conversa criou um certo vínculo afetivo entre vocês, ele demonstrou interesse e lhe deu algo, você ficará pressionado a comprar itens dessa loja que ele sugeriu por reciprocidade.

Nem sempre é simples dizer “não” nesses casos, a depender do constrangimento criado sobre a vítima e de sua personalidade. Como regra geral, considere a frase clássica de que “não existe nada de graça”. Recuse gentilezas gratuitas de estranhos e você evitará se envolver em golpes desse tipo.

Golpes evitáveis com uma pesquisa rápida

De modo geral, golpistas exploram a ignorância de turistas.  Então, o conhecimento prévio é o melhor remédio contra explorações.

É lógico que nem tudo pode ser antecipado, mas informações objetivas de endereços, preços e horários de funcionamento de seus locais de destino podem ser estudadas com antecedência.

A maioria dessas informações está disponível nos sites oficiais de tais localizações (museus, igrejas, restaurantes,etc.). Para os preços e a disponibilidade de serviços locais, sites especializados de turismo como Lonely Planet ou mesmo TripAdvisor podem dar dicas valiosas do que esperar, em média. Mesmo que as informações não sejam tão objetivas, elas poderão dar uma ordem de grandeza dos custos ou noção geral da dinâmica local, evitando propostas exorbitantes de golpistas locais.

Em resumo, numa viagem, conhecimento é poder. Se não é possível manter a guarda sempre alta contra oportunistas, a precaução não é algo tão distante e pode ser bastante eficaz ainda diante da sofisticação de golpistas em 2024.

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Perguntas Frequentes

Como evitar golpes em redes Wi-Fi públicas durante viagens?

Evite usar redes Wi-Fi públicas, opte por um serviço de internet de celular ou use uma VPN para criptografar suas comunicações.

Como identificar ofertas e ajudas falsas na internet?

Verifique a autenticidade das contas das marcas nas redes sociais, evite transferências bancárias e consulte o site oficial das empresas para validar as ofertas recebidas.

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